Como inovar dentro de um mercado tradicional?

Elas surgiram na década de 90, com a primeira bolha da internet, e estão revolucionando a forma tradicional de pensar o mercado. As startups estão hoje em todos os setores, explorando atividades inovadoras e desenvolvendo modelos de negócios escaláveis e receptíveis. É a forma como gigantes mundiais tiveram seu início e hoje são potências influenciadoras como a Apple, Facebook, Google, Yahoo e Microsoft, que transformaram o Vale do Silício, na Califórnia (EUA) em uma verdadeira lenda de sucessos.

São empresas recém-criadas ou em fase de instituição, de pequeno porte e baixo custo de manutenção, mas com empreendedorismo de ideias transformadoras que oferecem a possibilidade de geração rápida e consistente de lucros.

Pequenas no formato, mas colossais nas ideias, as startups são hoje a fórmula certa para inovar no mercado tradicional, com sensibilidade para oferecer o que o público deseja, de forma fácil, rápida e eficiente.

Interação com grandes empresas gera dinheiro mais barato

No Brasil, esse modelo de negócio chegou por volta dos anos 2000. Hoje, de acordo com a Associação Brasileira de Statups (ABStartups), o Estado de São Paulo tem 1.261 empresas do tipo cadastradas, a maior concentração do país (31%), seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais (ambos com 8%, 332 e 347 respectivamente).

Os grandes empresários já têm consciência de que a inovação não é mas desejável, mas obrigatória, e cada vez mais tornam-se clientes das startups. Anualmente, por exemplo, a ABStartups promove o evento Pitch Corporate, no qual em cada edição temática 10 startups são escolhidas para apresentar pitchs para grandes organizações que são referência nos mercados de saúde, educação, entretenimento, tecnologia e varejo, por exemplo.

A ideia é unir expertises para a obtenção de processos de inovação mais eficientes e menos custosos, que exijam o menor esforço possível sem conflitar com as atividades do dia a dia.

Para as startups, é a possibilidade de arrecadar fundos com segurança, uma vez que o dinheiro mais barato na realidade vem dos clientes, não dos investidores, através da geração de negócios.

Para as grandes empresas é a chance de aumentar ainda mais a competitividade, agregando e gerando valor e diferenciais – e aprendendo que é preciso arriscar para inovar, sair do mundo das ideias para o teste real do produto e que é possível realizar grandes projetos com orçamento enxuto.

Exemplos de inovação aparecem em todos os setores

Pode-se dizer que não há sequer um setor tradicional que não tenha sido atingido pela inovação das startups e os exemplos se multiplicam pelo planeta. Além das já citadas gigantes do Vale do Silício, outras aparentemente pequenas intervenções têm ganhado o mundo e os noticiários, como o Uber, uma das stratups mais polêmicas dos últimos tempos.

Uber – Polêmico, mas eficiente

Fundado em 2009, a inovação na área de transporte de passageiros rapidamente ganhou a preferência do público ao otimizar o serviço de táxis: basta o cliente fazer o pedido do transporte diretamente pelo aplicativo do próprio Uber, pelo qual você também acompanha o deslocamento do motorista e faz o pagamento diretamente pelo cartão de crédito cadastrado – e não diretamente ao motorista.

Com tarifas que chegam até a custar menos do que as do serviço de táxi, os carros são sempre novos, pretos, com um motorista bem-educado, que sai do carro e abre a porta para você entrar, e ainda há serviços de bordo, no mínimo um copo d’água.

Polêmicas à parte, por conta da legislação que rege o transporte de passageiros municipal, o Uber já atua em mais de 200 cidades com o sucesso garantido pelo princípio básico das startups: inovações de acordo com a demanda de seu próprio público-alvo, interface moderna e fácil, sem burocracia e atendimento rápido.

Guia.club

Chegando ao mercado e nascida no último dia 10/06 o Guia.club promete inovar a busca segmentada na internet, um portal de negócios onde cada parceiro administra do seu município todo conteúdo e resultados, atendendo de forma personalizada seu nicho.

A startup segue formando parcerias e capilarizando por todo o território nacional, consulte a disponibilidade para o seu município! 

Contentools – Pioneirismo e foco na qualidade de marketing de conteúdo

Lançada em 2012, a Contentools foi a primeira startup em marketing de conteúdo, com 300% de crescimento só nos primeiros seis meses, reflexo do foco na qualidade da produção, material personalizado para seus clientes e rapidez na entrega.

Iniciada com um crowdsourcing de textos sob o nome de Text.do, durante o processo de pesquisa e validação descobriram novas oportunidades de mercado e mudaram a marca para Contentools.

Hoje a startup oferece diversas opções através de plataformas intuitivas, rápidas, fáceis e eficientes e um time selecionado com os melhores redatores, editores e profissionais do ramo, que prestam todo suporte aos clientes e já começa a abrir canais nos Estados Unidos através de um programa de aceleração no Vale do Silício pelo Acelera-MGTI na 500 Startups, uma das maiores incubadoras mundiais responsável por um dos cinco melhores programas de aceleração do mundo.

Nubank – Facilidade e Cartão de crédito internacional sem anuidade

Outro exemplo de startup inovando em um setor tradicional, desta vez o financeiro, é a Nubank, um banco sem agência que não cobra anuidade no cartão de crédito. Tudo é feito pelo aplicativo, desde a solicitação do cartão de crédito internacional, como seu suporte e gerenciamento totalmente feitos pelo aplicativo – sem burocracia e com o atendimento rápido. Tudo o que você tem a fazer é se cadastrar no site ou responder ao convite de algum amigo.

Apesar do modelo de sucesso, início pode ser complicado

As startups usam o tradicional para pensar novas formas de gerar valor para os clientes. No entanto, como em qualquer empresa, o início pode ser marcado por um cenário de incerteza – e ideias aparentemente ótimas podem revelar-se simplesmente inaplicáveis: é a falta de conhecimento sobre o desenvolvimento e aplicação, como legislação, por exemplo.

Além disso, segundo os especialistas, os principais motivos que podem fazer uma startup não dar certo são a escolha errada do sócio; falta de humildade e de disposição para aprender e realizar os ajustes necessários ao negócio; busca de qualquer captação de recursos, muitas vezes caindo na mão de investidores predatórios que mudam o rumo da startup; e achar que, como empreendedor é capaz de fazer tudo sozinho.

Pode não haver fórmula para o sucesso, mas é possível cuidar para não incorrer nesses erros. Mantenha a sensibilidade em relação ao que o seu público realmente precisa, atenção às demandas do nicho, foco na qualidade e nas dicas para chegar cada vez mais longe.

Este artigo o ajudou a pensar melhor a sua startup? Ainda ficou alguma dúvida? Diga o que você achou compartilhando conosco aqui nos comentários!

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